Cirurgia Ortognática paciente classe II com reposicionamento ósseo e melhora estética
Cirurgia Ortognática paciente classe II com reposicionamento ósseo e melhora estética
Correção de má oclusão Classe II com cirurgia ortognática: reposicionamento dos ossos da face, com efeito na mastigação e no perfil facial.
O que é a cirurgia ortognática
A cirurgia ortognática é um procedimento realizado em ambiente hospitalar que reposiciona os ossos da maxila e/ou da mandíbula para corrigir alterações no encaixe entre os dentes e no posicionamento dos ossos da face. É considerada quando o desalinhamento não pode ser resolvido apenas com aparelho ortodôntico, porque a origem está na posição das bases ósseas — e não somente na posição dos dentes.
O que caracteriza o paciente Classe II
Na má oclusão Classe II, a mandíbula fica posicionada para trás em relação à maxila. Isso costuma se manifestar como mordida profunda, dificuldade em encostar os dentes de forma equilibrada, tensão no lábio inferior e um perfil em que o queixo aparenta pouca projeção. Em parte dos casos há também relato de ronco, respiração pela boca e desgaste dentário.
Como é feito o reposicionamento ósseo
O planejamento é individual e começa com documentação completa: exames de imagem, tomografia, modelos e, quando indicado, simulação virtual em 3D. A partir desse estudo define-se o movimento necessário — em geral o avanço da mandíbula, isolado ou associado ao reposicionamento da maxila e à mentoplastia.
Durante a cirurgia, os ossos são separados por meio de osteotomias planejadas, levados à nova posição e fixados com placas e parafusos de titânio. Os acessos são feitos por dentro da boca, sem cortes na pele do rosto.
Quando a cirurgia é indicada
- Má oclusão que não se corrige apenas com tratamento ortodôntico
- Mandíbula posicionada para trás, com repercussão na mastigação e na fala
- Dificuldade de fechamento labial e desgaste dentário associados à mordida
- Queixas respiratórias durante o sono relacionadas à posição da mandíbula
- Desconforto na articulação temporomandibular associado à posição óssea
Função e equilíbrio facial
Por atuar nas bases ósseas, a cirurgia trabalha ao mesmo tempo a função e a harmonia do rosto: junto com a correção da mordida, o perfil tende a ficar mais equilibrado, com mudança na projeção do queixo e no contorno do terço inferior da face. A extensão dessas mudanças varia conforme a anatomia de cada paciente e o movimento planejado.
Tratamento em conjunto com a Ortodontia
A conduta é compartilhada com o ortodontista. Em geral há uma fase de preparo ortodôntico antes da cirurgia, o procedimento cirúrgico e uma fase de finalização depois, até o ajuste completo da mordida. O tempo total de tratamento depende de cada caso.
Recuperação e acompanhamento
O retorno às atividades é gradual e orientado individualmente. Nos primeiros dias são esperados inchaço e alteração temporária da sensibilidade na região operada, com dieta adaptada e cuidados específicos de higiene. O acompanhamento pós-operatório é feito em consultas periódicas até a consolidação óssea.
Avaliação individual
A indicação, a técnica e os limites de cada caso só podem ser definidos após avaliação clínica presencial e análise dos exames. Agende uma consulta para entender se a cirurgia ortognática se aplica ao seu caso.